Thursday, December 29, 2011

Curiosidade

Dou por mim a brincar com as infinitas nuances do sentir, algo novo para mim.
Dou por mim a perguntar que existe de tão fascinante no pensamento? Ok, serve para resolver problemas, so what? Bem, há a curiosidade... A emoção que alavanca o pensamento . Convem não esquecer...

Friday, November 25, 2011

Que mais nos podem roubar?

Things fall apart;
The best lack all conviction, while the worst
Are full of passionate intensity.

Surely some revelation is at hand;


W. B. Yeats

Há três maneiras de reagir a um conflito: submetemo-nos, afastamo-nos ou lutamos. Muitos de nós acabam por escolher de forma compulsiva sempre a mesma solução. Pelo menos assim será se o nível de stress for suficientemente elevado. 
Perante a crise actual a maioria aceita-a como uma fatalidade. Outros preferem afastar-se, geografica ou emocionalmente. Outros ainda, acham que lutar é a solução. Quem tem razão? Só depois o saberemos. 
Uma coisa parece-me clara, a escolha certa depende das circunstancias. Os judeus que decidiram lutar contra Hitler ou submeter-se ao Nazismo estão quase todos mortos. Os japoneses não se deram nada mal com uma submissão total aos americanos depois da Segunda Guerra Mundial. Os colonos de Boston que se revoltaram contra  um imposto sobre o chá ganharam em toda a linha.
Muitos dos que advogam agora a luta (ou qualquer outra das três atitudes possíveis) fazem-no essencialmente porque essa é a sua escolha habitual. Pelo menos quando os níveis de stress são tão altos como agora. Digo desde já que a minha "escolha"  é afastar-me emocionalmente do problema. Posso lutar, mas não me aguento em "fight mood" durante vários anos, ok?
Alguns argumentos em defesa da posição que eu escolheria de qualquer maneira.


Monday, November 14, 2011

No tempo da outra senhora ouvia-se a BBC

A RTP e os jornais eram censurados, é a única fonte razoavel. Agora temos uns quantos sites na net e meia dúzia de forums onde se pode saber o que se passa. Televisão? De que serve ter cento e tal canais? Bem, ainda há dois ou três onde se pode saber o que se passa e ouvir algumas verdades sobre o mundo em que vivemos. A melhor é sem dúvida a Aljazeera English. A Russian Television, também não é má.

Monday, October 10, 2011

O voto secreto garante a democracia?

Repetia ontem um convidado de um dos muitos programas sobre as eleições na Madeira: lá toda a gente tem vários familiares que dependem de uma forma do governo regional, logo o voto não é livre. Pergunta a locutora: mas o voto não é secreto?  O convidado não responde.
No entanto a resposta não é assim tão complicada, apenas demasiado subtil para passar na televisão.
Quanto pesa em segredo? Quanto pesa votar A e dizer que se votou B perante toda a gente? Durante quatro anos, ou durante quarenta anos? Muito mais do que parece. Esse peso é maior para umas pessoas do que para outras. Nunca é negligenciavel e para a maior parte das pessoas é insuportavel.
Já agora quanto pesa admitir perante si próprio que até queriamos votar A e votámos B pelas razões referidas acima? Demasiado. viver essa contradição a longo prazo é mais do que incómodo.
Que mais nos resta do que admitir que o Alberto João até tem graça?
Jardim criou na Madeira as condições que garantiram a Salazar e Marcelo vitórias em muitas das eleições do nosso ancien regime. Agora vamos pagar a factura.

Saturday, June 18, 2011

O Melhor, o Pior e o Logo se vê

O melhor do próximo governo:
O Nuno Crato, com uma tarefa ciclópica à frente. Boa Sorte.
O Alvaro Santos Pereira. Teve um percurso semelhante ao do Nuno Crato: escreveu e pensou durante anos a área para que foi convidado. Escreveu vários livros sobre o tema e previu à bastante tempo onde é que isto ia parar. Quem quiser saber o que ele pensa, só tem de ir ao blog dele e está lá tudo. É reconfortante saber que alguém que pense um assunto e vá dizendo umas coisas desagradaveis de forma consistente pode chegar a ministro. Pelo menos quando as coisas apertam. Não quer dizer que seja suficiente para ter uma chanche. provavelmente é também indispensavel desenvolver uma grande grande rede de contactos.

O Pior:
Paulo Macedo, o ministro da Medis.
Alguns nem vale a pena nomear.

As caixas de chocolates, como diria o Forrest Gump:
A Leonor Beleza, (ou Paula Teixeira da Cruz?) merece toda a sorte no mundo na Justiça.
O Francisco José Viegas, um gajo porreiro e inteligente vai fazer na secretaria de estado da cultura o que o Rui Costa anda a fazer no Benfica? Alguém sabe o que é que o Rui Costa faz no Benfica, para além de ser o escudo invisivel do el Presidente?

Monday, June 06, 2011

E Agora?

Quem vai ser o próximo líder do PS? Seguro é um balão de ar quente que se esvaziará na primeira oportunidade. Sócrates transformou Assis num cão raivoso. Os dois únicos políticos de um partido de poder a quem eu daria o benefício da dúvida seriam Rui Rio e António Costa. Costa acha que o primeiro milho é para os pardais e guarda-se para mais tarde? Não me parece.
A demissão de Guterres ao perder as autarquicas foi o acontecimento mais importante desde a nossa entrada na CE. Um homem honesto, inteligente, com conhecimento do aparelho e capaz de passar uma rasteira ao parceiro e até gostar, Guterres já não controlava a canalha. Ou renegava todos os seus princípios ou então tinha de se ir embora.
A canalha são todos aqueles gajos da minha geração que foram colar cartazes e fazer claque para as juventudes partidárias. Foram ganhando poder e começaram a tolerar um tipo decente como cabeça de cartaz, desde que lhes desse os tachos. Depois quiseram mais. Quiseram tudo. Costa nunca será lider do PS. Com um pouco de sorte, pode vir a ter a chance de concorrer a presidente. Caso contrário, paciência. Demasiada coisa terá de mudar para voltarmos a ter um tipo decente à frente de um partido do poder.

Thursday, June 02, 2011

A atracção pelos meninos

Luc Ferry, um ex-ministro francês, acusou recentemente outro ministro francês de ter participado numa orgia com miudos em Marrocos. Não disse o nome. A lei francesa pune este tipo de crimes, mesmo quando realizados no estrangeiro. Mais um socialista?
(Nunca votei à direita do PS e mais de metade das vezes votei neles. Uma limitação de quem era adolescente à data do 25 de Abril. Não tenho nada contra os socialistas.)
Pois. Mais uma vez um socialista: o superministro da cultura Jack Lang. Lang já negou tudo e dificilmente se provará alguma coisa. A policia francesa dificilmente conseguirá investigar alguma coisa do outro lado do Mediterraneo. Cada um ficará com as suas convicções.
Conspiração? Não acredito.

Saturday, April 30, 2011

There are problems to whose solution I would attach an infinitely greater importance than to those of mathematics, for example touching ethics, or our relation to God, or concerning our destiny and our future; but their solution lies wholly beyond us and completely outside the province of science.
- Carl Friedrich Gauss

Monday, April 25, 2011

Em Louvor de Paulo Futre

Como nos diz o João Pinto e Castro, o alargamento do Canal do Panamá, cuja conclusão se prevê para 2014, é a primeira boa notícia para nós desde há muito tempo. Há três razões para isso: a) uma parte do tráfego marítimo proveniente do Extremo Oriente será desviado da rota de Suez para a do Panamá; b) a Costa Oeste dos EUA ficará muito mais próxima da Europa; c) a ampliação do canal favorecerá a utilização de navios de maior porte. Os nossos portos (e, em particular, o de Sines) sairão favorecidos, face aos mediterrânicos (designadamente, Barcelona e Valência), pela perda de importância de Suez; e, face aos atlânticos, pelas suas condições para receber os grandes navios New Panamax.

Futre é um sujeito com poucas letras. Porém, como tem vivido num país onde os media não se limitam a comentar a doença da burra da Ti Jaquina e os casos amorosos do Presidente da Câmara, absorveu noções úteis sobre o mundo em que vivemos. Se lhe perguntassem a opinião, decerto criticaria o facto de o AICEP ter mais delegações em Espanha que na China (já para não falar da Índia) e admirar-se-ia ao saber que o Plano Estratégico Nacional do Turismo persiste em manter como mercados prioritários a Espanha e o Reino Unido, em detrimento do Império do Meio.

Sunday, April 10, 2011

O que é que leva alguém a querer ser presidente da AMI?

Sentimentos humanitários? Compaixão pela dor dos outros? É possível. Em muitos casos haverá também um grande ego, uma vontade de ser alguém. Não vejo mal nenhum nisso. Acredito até que Fernando Nobre tenha sido o melhor presidente da AMI. Nunca achei porém que isso fosse um motivo para sair de casa e ir votar nele nas presidenciais. Como é que este senhor se disse próximo do Bloco e agora aceita ser candidato a presidente da Assembleia da República pelo PSd

Razões científicas para pagar menos aos gestores

Atenção, não estamos a falar de alguma investigação manhosa feita por um cientista comuna mas sim de estudos pagos pelo Fed. Estudos que justificam a prática de empresas como o Google.
As conclusões são as seguintes: quando estamos a falar de problemas que exigem soluções criativas pagar grandes quantias não só não melhora a performance como até a pode piorar.

As formas mais efectivas de motivar alguém que faz um trabalho criativo passam por:
- Dar-lhe autonomia. Na Google os investigadores dedicam 20% do seu tempo a fazer o que querem. Muitos dos projectos mais importantes são incubados desta forma.
- Dar-lhe a capacidade de ser bom a fazer o que faz.
- Garantir que esse alguém sente que faz parte de algo maior do que si próprio e que o seu trabalho tem um sentido.

Este comentário ao livro de Dan Pink
sumariza o tema de uma forma brilhante.

Sunday, April 03, 2011

Cinco Atitudes perante a Vida

1. A vida é uma merda.
2. A minha vida é uma merda.
3. Eu sou bom, tu és uma merda.
4. Nós somos bons, os outros são uma merda.
5. A vida é boa.
O pior da crise actual é corrermos o risco de regredir para o nível dois.
Não deixem que isso vos aconteça. Vejam o vídeo e enviem-o a alguém.
Via John Doe.

Tuesday, March 29, 2011

Geometric models of matter - Athiyah na Gulbenkian


Da outra vez que o Sir Michael veio a Lisboa, fiquei impressionado com a sua energia extraordinária. Chegou de manhã, deu um seminário, falou com toda a gente que tinha alguma coisa para dizer. Continuou a falar a uma velocidade louca durante todo o jantar, sem se preocupar com as horas. No dia seguinte tinha um avião para apanhar às sete da manhã, onde um dia ainda mais agitado o esperava em Barcelona. O conteúdo científico de seminário não me ficou na memória. Afinal o Athiyah tinha setenta anos e a Matemática é suposta ser um young man's game.
Fui até à Gulbenkian sem grandes expectativas. Aos 82 anos o Athiyah passou a falar à velocidade de uma pessoa normal. O seu seminário, esse não tinha nada de normal. Deu uma das palestras mais loucas e belas a que assisti em toda a minha vida. O homem quer asssociar a cada particula elementar uma variedade de dimensão quatro e por as ideias do Donaldson a render. As partículas de carga nula são variedades compactas. As ideias são tão belas e complexas que é difícil não ficar entusiasmado. Está claro que no fim foi bombardeado pelos físicos: então e os quarks? e o neutrino? ele tinha resposta para quase tudo. Só o Tom Girard é que conseguiu marcar um ponto quando levou o Athiyah a reconhecer que ainda não sabia muito bem que fazer com o fotão, embora tenha apresentado boas razões para que essa seja a última peça do puzzle.
Caramba, o homem quer refundar a Física Nuclear e ainda não publicou o primeiro artigo. O mais impressionante é ver um gajo de 82 a falar de um projecto para vinte anos (a primeira fase!) com a energia de um pos-doc. Não é caso único: este ano vou à conferência dos oitenta anos do Hironaka, que continua a correr atrás do teorema de resolução de singularidades em caracteristica positiva com se de tal necessitasse para obter a tenure.
Velhos são os trapos!

Thursday, March 24, 2011

Vantagens da Crise

O Estado português deixou de pagar a chineses para irem fazer teses de doutoramento nos Estados Unidos.

Sunday, January 23, 2011

Reflexões de um pequeno aforrador

Tendo chegado ao fim o prazo, tenho de decidir o que fazer com os trocos de um depósito a prazo destinado a minorar os rombos feitos na minha futura reforma pelos nossos doutos governantes.
Uma das opções que se me apresentam é investir em Títulos do Tesouro. As emissões recentes, com juros de 7%, não as consigo comprar. Só os grandes investidores têm acesso. Só as podemos comprar a eles. Posso comprar obrigações emitidas há uns anos, que pagam juros de 3%. Menos atractivas? Nem por isso. Essas obrigações são vendidas com um desconto de 10%, o que faz com que na prática acabem por dar um lucro de 7% ao ano. Não vou fazer aqui as contas.
Este último detalhe explica porque é que o Estado português só consegue dinheiro emprestado a 7%: porque muita gente que o emprestou preferiu vender o empréstimo a outros com desconto. O que é que levou essas pessoas a tomar essa atitude, perdendo dinheiro? Elas não estão seguras de que o Estado português lhes vai pagar o que deve no fim do prazo. Na verdade quem emite uma obrigação não é obrigado a pagá-la por inteiro. Tem o direito de pagar só uma parte ou adiar a data de pagamento. É claro que se o fizer dificilmente volta a conseguir crédito com juros minimamente aceitáveis.
Moral da história: os tais especuladores de que se fala talvez não sejam assim tão execráveis como os pintam. No momento em que ponho a hipótese de comprar essa dívida, torno-me num deles. Se eu comprar a dívida estou a dar um ajuda infinitesimal no sentido de baixar a taxa de juro que o país tem de pagar quando pede dinheiro emprestado. Acontece que o meu dinheiro custou muito a ganhar...
Será arriscado comprar dívida portuguesa? Afinal se Portugal não pagar, é o fim do Euro, não é? Se é assim, não há risco e posso investir à vontade. Mas se é assim, porque é que eu não invisto na dívida grega? Consigo um juro de 12%, o que é fantástico! Mas se é assim tão fantástico, porque é que o tipo que tens esses 12% garantidos ao ano vai abdicar desse negócio maravilhoso? Provavelmente os riscos são sérios e esses especuladores não são tão filhos da puta como nós gostamos de lhes chamar.
Para terminar: o estado grego pediu auxílio à União Europeia e está a pagar juros de 5%. Nós pagamos 7%. Isso pões em causa o nosso futuro. Nunca seremos capazes de pagar esses juros se dentro de uns anos uma parte significativa da nossa dívida estiver a pagar os tais 7%. Porque é o nosso querido Primeiro Ministro não pede ajuda à União Europeia? Pura e simplesmente porque ele se está nas tintas para o futuro da país. Está a defender a nossa independência? Quem quer ser independente (uma pessoa ou uma país) não pede dinheiro emprestado, ou pede só uma quantidade que sabe poder pagar sem grandes dificuldades.

Monday, December 20, 2010

Como interpretar este gráfico?

Poderemos dizer que uma série de temas que eram ignorados foram discutidos e estão agora resolvidos? (Pelo menos do ponto de vista intelectual) Que modificação ocorreu no final do século XX? Não me venham dizer que é coincidência! O próximo passo desta investigação sociológica amadora passa por encontrar mais algumas palavras que sigam a mesma tendência e que ajudem a explicar o fenomeno.

Tuesday, October 26, 2010

WEEDS


A história de uma dona que casa que perdeu o marido e agora tem de lutar para equilibrar as contas. A vender marijuana. Uma viagem pelas sombras da classe média alta americana que vive nos subúrbios, guia SUV's e ignora o mais que pode os problemas do dia a dia.

Saturday, October 16, 2010

Uma fábula sobre maquinas de calcular

Os homens das ciências humanas têm uma visão clara do mundo: eles vão ao volante de um TGV a carvão, os engenheiros e os cientistas limitam-se a empurrar o combustível para a fornalha. Tomemos como exemplo a máquina de calcular: faz contas mais depressa do que qualquer cientista. Os cientistas deixaram de saber fazer contas melhor do que os outros. Por isso mesmo não vale a pena as criancinhas perderem tempo a aprender a tabuada, qualquer pessoa de bom senso o compreende.
Imaginem agora um instituto de investigação ocupado por cientistas. Ainda se justifica? Um desperdício de espaço. Há que fazer uma limpeza, cria-se um comité para os empurrar para um canto e arranjar espaço para alguém que faça algo relevante, interdisciplinar. Fazem-se umas contas numa folha de Excel. Arranja-se espaço para os novos membros. Os cientistas protestam: as contas estão mal feitas. Não vamos adiar mais isto. O relatório segue para Cima. O relatório seguiu. Um iluminado esqueceu-se de incluir uma das colunas. Os cientistas livraram-se de uma guerra, pelo menos durante mais uns anos. Por uma vez as maquinetas m

Sunday, October 03, 2010

Prozacland

Vou levar com um corte de dez por centro no meu ordenado. Mais os outros detalhes. Pensei que ia ficar mais chateado. Quando eu fiquei mesmo deprimido foi quando criei este blog. Foi quando me apercebi que íamos viver na terra do Prozac por muitos e bons anos. Algumas são mais afectados pelas realidades, outros pelas perspectivas.
Os sócios do Liverpool estão fulos com os donos dos clubes que apoiam. Estes senhores compraram o clube com um empréstimo que está a ser pago pelo próprio clube. Por isso não há dinheiro para comprar jogadores que permitam ao clube voltar a ganhar campeonatos. É claro que a culpa é dos investigadores que compraram o clube sem perceber nada de futebol.
Em tempos que já lá vão o clube era propriedade dos sócios, que durante algum tempo o fizeram crescer e ganhar património. Depois a liderança do clube começou a ser algo bastante apetecível. Um demagogo tomou conta do clube, depois outro. Os sócios caíram vezes sem conta nas aldrabices destes senhores. Na verdade pouco mais lhes interessava do que a manter a ilusão de que podiam ser campeões, ou ganhar um campeonato seja a que preço for.
A historia do Liverpool é a história de muitos clubes ingleses. O Benfica, o Sporting e o Porto ainda não foram vendidos porque a lei não deixa. Muitos sportinguistas e benfiquistas apoiam essa hipótese. O importante é voltar a ganhar outro título. Não se apercebem de que ao apoiar esse caminho estão a aceitar a sua incapacidade de gerir o clube. Quando venderem o clube,

Um clube e um país não são assim tão diferentes.
A seguir ao 25 de Abril o meu pai falava lá em casa contra os comunistas, que parecia que iam controlar isto tudo, o que aterrorizava a minha avó, uma senhora nascida durante a monarquia. Aprendeu ela que os comunistas eram a encarnação do mal ao de cima da terra. No entanto só um mandamento se sobrepunha ao anterior: honra os teus governantes, sejam eles quais foram.
A geração dos meus pais já pensa doutra maneira. Aderiram a um clube que veste de laranja e votam sempre nele.